sexta-feira, 17 de julho de 2009

Aos amigos do rei, as benesses da lei...



Veja só como Gaspar é mesmo uma cidade impar, sem igual nesse mundo.

Caro leitor residente em outro município, vislumbre a seguinte hipótese: em determinada localidade de sua cidade há duas ruas com trânsito intenso de veículos; Em determinado ponto entre as vias mencionadas, há uma pequena ruela residencial¹ que liga essas duas vias. Consequentemente, por estar localizada no centro da cidade e ser um dos elos de ligação entre duas importantes ruas do seu município, essa hipotética ruela também acaba recebendo um moderado fluxo de veículos, seres humanos e seres não humanos. Até ai, nada de anormal.

Agora imagine que essa hipotética ruela seja habitada por algumas das mais tradicionais famílias da sua cidade, detentoras históricas do poder econômico e social local. Assim, gozando da influência que lhes foi outorgada no berço e incomodadas com o ir e vir de veículos e pessoas na sua ruazinha, essas famílias, com o aval da executivo municipal, constroem um muro² em uma das extremidades da rua, de forma a impedir o fluxo de veículos e pessoas mencionado.

"Que absurdo", você deve estar pensando Mas não é que isso aconteceu na boa e velha Gaspar...

É claro que o Ministério Público local, eterno adormecido para as causas que não envolvam a persecução penal de paranaenses envolvidos na prática de crimes contra o patrimônio privado, nada fez. O executivo municipal, cujos fiscais estão sempre de prontidão para demolir obras ilegais/irregulares, quando construídas por paranaenses, por sua vez, além de nada ter feito, concedeu, não se sabe com que fundamento, a chancela necessária para a execução do muro em questão.

Felizmente, diante da inércia do poder público, um maluco entrou com uma Ação Popular, visando a demolição do engenhoso muro arquitetado pela burguesia local.

Em que pese a ação corajosa do individuo supra mencionado, o triste final dessa história já sabemos, pois ao invés de instrumentalizar a justiça, o judiciário apenas corteja os poderosos fazendo "vistas grossas" para suas ilegalidade.

Caso haja interesse, para melhor entender a celeuma, recomendo a leitura de: Polêmica da construção do muro chega à Justiça; Muro das Lamentações em Gaspar; Lei 1604/96.

Agora eu me pergunto: existe rua particular? Por favor, comentem a respeito.

"Glu glu, piu piu" (MALLANDRO, 1999)

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1. Rua assinalada em azul no mapa.
2. Ponto assinalado em vermelho no mapa.
3. A segunda imagem foi extraída de: cruzeirodovale.com.br(...)

sábado, 11 de julho de 2009

Boate Monte Verde

Srta. K.M., minha amasia, mudou-se para uma longínqua cidade do médio vale. Lá, ela exerce o nobre ofício de juíza ad-hoc.

Eu, que sou um despossuído, preciso me valer dos serviços da Auto Viação Catarinense para ir ao seu encontro e lá trocarmos juras de amor eterno.

Dessa forma, com o intuito de rever Srta. K.M., lá estava eu, sentado solitariamente num banco da rodoviária de Blumenau, aguardando meu busão.

Enquanto esperava, eu observava preocupado o constante desembarque de mais paranaenses naquela rodoviária. No entanto, todas as outras atenções se voltavam para uma televisão fixada no teto. Nela estava sendo transmitido o funeral do dito Rei do Pop, Michael "pedófilo" Jackson, também conhecido como wacko jacko.

De onde eu estava sentado, tinha-se uma visão privilegiada da televisão. Infelizmente, havia um lugar vago do meu lado.

Nisso, um cara alto, meio barrigudo com a barba por fazer me pergunta: "tem alguém sentado ai?", apontando pro assento do meu lado. Digo que "não", e volto a observar o movimento suspeito de uma família de paranaenses que acabará de desembarcar. Sorrisos estampavam seus rostos, enquanto eles certamente já planejavam a forma mais hedionda de atentar contra o patrimônio, a vida e a saúde dos catarinenses de bem.

Meus medos então se materializam, o cara que acabará de sentar ao meu lado começa a puxar papo. O assunto, pra variar, era a porra do enterro do Michael Jackson.

- "Como é que pode né. Se fosse um pobre, eles botavam num saco preto e mandavam pra aula de anatomia da FURB", o cara me disse.

- "Pois é", respondi friamente.

Insensível, o cara continuou me amolando com detalhes das bizarrices do Michael Jackson, sem nunca se distanciar do "lugar comum".

Em dado momento, pensei para comigo mesmo enquanto o cara tagarelava: "quer saber de uma coisa, em que pese minha personalidade anti-social, eu vou ter que ficar uma hora de bobeira aqui mesmo, então ou fico assistindo um velório transmitido em cadeia nacional, ou eu converso com o cara". Afinal de contas, ele não parecia ser de todo o mal.

- "Imagina, com toda a grana que esse cara tem, ele podia comer a mulher que ele quisesse", o cara afirmou.

- "É verdade, mas eu acho que o negócio dele era outro, se é que você me entende", respondi exercitando o talento humorístico que me rendeu diversos convites para integrar o quadro de roteiristas do Zorra Total.

O cidadão riu, confirmando minha suspeita de que eu sou um cara muito engraçado mesmo.

Nisso, entra em cena uma morena usando um boné azul, blusa de oncinha e uma calça de ginástica estilo "topa tudo".

- "Olha só aquela morena, eu já tinha visto ela antes quando fui comprar minha passagem. Olha só que cara de cachorra", o cara exclamou enquanto secava descaradamente a moça.

- "É. Acho que sim", respondi sem entrar muito em detalhes, pois sou um rapaz de família. Apesar de que eu tinha que concordar: a guria tinha mesmo cara de "cachorra".

- "Cara, uma vez conheci uma mina lá na rodoviária de Curitiba...", o cara começou a me contar, "...e ela me disse que tava indo a Brusque visitar uns familiares, dai falei que eu também era de Brusque e ficamos conversando. Isso foi numa quinta-feira. Dai, naquela sexta-feira eu e uns amigos fomos na Boate Monte Verde lá em Brusque. Tu conhece?", ele interrompeu sua história pra me perguntar.

- "Conhece o que?", perguntei.

- "A Boate Monte Verde", ele tornou a perguntar.

- "Não", respondi. De fato não conheço, mas me pareceu que se tratava de algum tipo de igreja aonde só trabalham abnegadas moças evangélicas e virgens.

- "É uma boate muito famosa lá em Brusque. Dai eu tava lá com os meus amigos tomando uma cerveja e adivinha quem eu vejo?!", o cara volta a me perguntar super empolgado.

Antes que eu pudesse responder, ele continuou: "aquela guria da rodoviária de Curitiba! Dai fui lá bater um papo com ela. Ela me disse que 'trabalhava' lá e pediu desculpas por ter mentido pra mim. Eu disse que não tinha problema algum, que ela não devia satisfação pra ninguém. Então ela me disse que trabalhava ali até a uma da manha e depois estaria livre. Dai quando deu uma da manhã, fomos eu e ela para o motel".

- "Ah, ok", respondi meio receoso, esperando que essa história já tivesse chego ao seu fim.

- "Cara, dei uma ferrada nela que foi até bonito", concluiu o cara orgulhoso de si mesmo.

- "Ah, legal", e voltei minha atenção para o enterro do Rei da Pedofilia, digo, do Pop.

Infelizmente, o brusquense tinha mais feitos sexuais seus para me relatar.

- "Cara, uma vez fui pra Ilhéus levar uma carga de arroz...", o cara era caminhoneiro, "...e fui numa zona lá. E tinha uma morena, meu amigo, coisa de cinema. Parecia a Sheila Carvalho. Dai cheguei pro dono da zona e perguntei quanto custava o programa com ela. O cara respondeu que ela era a mais cara da casa, pois era a preferida de um bandidão. Mas eu falei que não importava, pois queria pagar pra ver. O dono da zona disse então que o programa com ela custava cem reais. Cara, a mulher era linda e tava vestida de social dos pés a cabeça, mas quando fomos pro quarto e a ela tirou a roupa... Que decepção", ele afirmou pesaroso.

- "Por quê?", perguntei curioso.

- "Ah, cara, era tanta celulite que quase perdi a vontade de fuder..."

- "Propaganda enganosa", comentei.

O brusquense riu e concordou. Cara, eu sou muito engraçado mesmo.

- "Mas é isso, tenho que ir, pois não quero perder meu ônibus pra Brusque."

Despedimo-nos e eu jurei para mim mesmo que nunca mais iria conversar com estranhos em rodoviárias.

Rua Almirante Tamandaré, Blumenau

Eu ando muito a pé. E numa dessas minhas andanças, deparei-me com a seguinte cena:



Pois fique sabendo, Beto, que eu não acho demérito algum sofrer de disfunção eréctil. Eu não acho que isso seja motivo de piada, muito pelo contrário, pois apenas posso imaginar o quão duro deve ser ter o "pau" sempre "mole". Quer dizer, o quão não "duro" deve ser, o que não significa que seja fácil...

*aplausos*

Numa sociedade que prega a sodomia e a perversão, a estrutura fundamental do Estado moderno, a família cristã, enfraque-se e as pessoas de "pau mole" sofrem, são motivo de chacotas.

Beto, aonde quer que você esteja, saiba que me solidarizo com você.

"Se eu precisasse, eu usaria (Viagra)" (PELÉ, 2000)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Compacto de Malhação

Parafraseando o Senhor das Trevas, se um dia eu vier a me eleger para ocupar uma cadeira no legislativo blumenauense, eu dedicarei minha vereança integralmente a campanhas de esclarecimento aos motoristas blumenauense sobre os fins e forma de funcionamento das faixas de pedestres, notadamente aquelas próximas a FURB Inc.

Veja caro leitor blumenauense proprietário de veículo automotor, nós, pessoas fudidas que andam a pé, ao chegarmos em uma faixa de pedestres não somos miraculosamente teletransportados para o outro lado da rua. Para que possamos chegar ao outro lado da rua, faz-se necessário que você freie seu carro por alguns breves instantes.

Obrigado.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Glu glu piu piu

furb npj antigo forum quadro negro

Essa, ao que parece, foi a última manifestação artística registrada daquele conhecido como "O Cartunista Secreto da FURB". A obra foi achada na sala de petições do NPJ da FURC, localizada no "antigo fórum".

Durante cinco anos, ele, que exercia sua arte no anonimato, nunca teve sua identidade revelada ou seu taleto reconhecido. Ficando a cargo das gerações futuras dimensionar o valor dos seus trabalhos.

Só o Senhor pra fazer essa frente

Lembrai-vos das pregações de porta de banheiro da Faculdade Urbanizadora:

FURB blumenau porta banheiro jesus liberta

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Editais de Concursos

Ando ausente deste blog. O motivo é que eu estava participando de um Congresso sobre Direito Constitucional na Ilha da Agonia. O evento foi realizado no Bokarras Convention Center e reuniu as mais renomadas constitucionalistas do Brasil, todas com um brilhante histórico acadêmico.

Fora isso, em pouco dias obterei o grau de "baixaria" em direito pela F-URB S/A. Infelizmente isso nada significa, pois o mesmo diploma também enfeita as paredes de Navalha, Bull Shit, e tantos outros frequentadores do Banquinho dos Imbecis, aquele situado entre os blocos B e C da Faculdade Urbanizadora, meros respondedores de chamada. É que a assiduidade não entra na avaliação do Curso de Direito da "Universidade" supramencionada, desde que sua mensalidade esteja em dia... Quer dizer, nem mensalidade precisa pagar, pois depois nego entra com mandado de segurança...

Ademais, seguindo a esteira de The Door, tenho estudado para o concurso de desembargador do nosso Tribunal de (in)Justiça, cujo edital acabou de ser lançado. Isso sem contar o exame de (des)Ordem, cuja aprovação na primeira tentativa é imperativa, haja vista o valor da inscrição ser de exorbitantes R$ 200,00. Sim, duzentos reais.

"E o salário ó..." (RAIMUNDO, 1990).

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A Pasta do Absurdo

enchente blumenau 2008

De todos os bens materiais de minha propriedade que se esvaíram em lama naquela fatídica noite de novembro, uma das maiores perdas foi a "pasta do absurdo". Ela estava cuidadosamente guardada em uma gaveta de meu antigo quarto. Mas meus singelos cuidados não foram de nenhuma serventia, quando confrontados com a destrutiva força da mãe natureza.

É sabido dos leitores deste blog, que durante 4 anos da minha miserável vida labutei arduamente na 8ª Junta de Conciliação e Julgamento da Justiça Trabalhista de Witmarsum.

É sabido dos leitores deste blog, também, que no Judiciário tramitam um sem fim de ações, das mais variadas naturezas, versando sobre as mais distintas questões. Em sua grande maioria, os litígios que buscam guarida no nosso Poder Judiciário são a representação maior da miséria humana. A prova viva de o quão mesquinhas e egoístas são as pessoas em geral. E por óbvio, essas pessoas não vêm ao Judiciário buscar justiça, mas sim o lucro fácil, a vingança, et cetera.

Dito isso, você já pode imaginar todo tipo de bizarrices que podem ser encontradas nos processos que tramitam nos fóruns.
tribunal de justiça
Ocorre que a maioria dos servidores do sodalício barriga-verde folheiam apressados e desatentos esses processo, ignorantes das pérolas que toda demanda judicial esconde. Erros grosseiros de ortografia por pessoas que se dizem "doutores", mentiras deslavadas, teses de defesa inverossímeis, enfim, essas coisas passam despercebidas pelos cartorários desavisados, cuja atenção se foca exclusivamente nos ponteiros de um relógio precariamente pendurado na parede.

Assim, eu que sou uma pessoa com uma série de transtornos psicológicos, com uma personalidade voltada para coisas escrotas, vi ai uma oportunidade de ouro: fazer uma pasta com cópias de coisas absurdas achadas em processos judicias!

Brilhante!

Nos primeiros anos, quando ainda trabalhavam naquela unidade jurisdicional o dream team dos cartórios cíveis, formado por mim, monk, louco imóveis, senhor ivan e senhor das trevas, a coisa ia de vento em poupa, todo dia novas pérolas eram adicionadas a pasta, pois era grande o comprometimento de meus colegas com a "pasta do absurdo" e a mensagem que ela carregava. Ela seria o legado que deixaríamos para o mundo, e eu sonhava com o dia em que ela seria lançada em capa dura nos mais variados idiomas, preenchendo estantes mundo a fora.

Mas o tempo foi passando, todos foram seguindo suas vidas e quando eu vi, eu era o único remanescente do dream team naquela vara. Pra piorar, meus novos companheiros de trabalho faziam pouco caso da "pasta do absurdo". A partir desse período conhecido como "pós-monk", eu ainda toquei sozinho a empreitada por algum tempo, compulsando cuidadosamente cada página, procurando pela próxima pérola que viria a integrar a pasta. Mas aos poucos o sonho foi morrendo, e eu me tornei uma pessoa infeliz e amargurada com a vida. Transformação que acabou culminando em minha demissão sumária nos idos de 2008, quando fui acusado de exigir favorecimento sexual de advogadas recém formadas para agilizar, ou retardar, o andamento de certas lides.
martin luther king jr
Quando recebi a notícia, eu sabia que meus pares não estavam comprometidos com o ideal da "pasta do absurdo", talvez eles a engavetassem em uma gaveta inacessível, ou até a jogassem fora depois que eu fosse embora. Lá no fundo, a chama da "pasta do absurdo" ainda queimava em mim, então eu não poderia deixar isso acontecer. A pasta era meu legado e deveria ser guardada e revelada ao mundo no momento oportuno. Então, quando parti, levei-a comigo e guardei-a cuidadosamente numa gaveta ao lado de minha cama.

Mal sabia eu que poucos meses depois a fúria da natureza se abateria contra o Vale Europeu, destruindo tudo pela frente, inclusive minha antiga residência, e com ela, a "pasta do absurdo"...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pau Roliço

Eu evito, mas muitas vezes é inevitável ter que fazer um "número 2" em banheiro público.

Então, na última segunda-feira, estava eu de bobeira no banquinho das futilidades, aquele ali no corredor entre os blocos C e B da FURB, fumando um cigarrinho e tomando um cafezinho com os mais brilhantes acadêmicos do curso de direito da Faculdade Urbanizadora S/A, quando fui acometido de uma forte vontade de evacuar.

Apressadamente me despedi da galera, e me dirigi para o banheiro mais próximo.

Já sentado no trono, pude observar que haviam vandalizado a porta a minha frente com uma série de obscenidades. Em sua maioria, o foco das afirmações ali escritas giravam em torno da pederastia, como o anúncio, no qual seu autor, Teddy, afirmou que "gosta de mamar" e deixou seu telefone para eventuais interessados.

Após tomar nota do telefone de Teddy, vi que um pouco mais abaixo um cristão havia escrito "Jesus te ama", em protesto a toda aquela baixaria. Ao invés de se arrependerem de seus pecados, os sodomitas escreveram em resposta:
banheiro furb direito porta vandalismo
Na hora me lembrei que os leitores deste blog adoram esse tipo de coisa, razão pela qual, aproveitando que ainda estava com o celular em riste, tirei uma foto, objetivando sua posterior publicação aqui para regozijo de meus visitantes.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Nomes bizarros

Há algum tempo, publiquei aqui uma lista de alcunhas bizarras que eu havia relacionado lá no ergastulum blumenauese.

Ocorre que, igualmente medonhos, são os nomes de alguns dos detentos. Veja só essa segunda lista que eu elaborei:

    adalgir
    adalgisa
    adijanes
    adimael
    agamenon
    alceste
    aglemar
    alfeu
    aliatar
    alinor
    alissandra
    alita
    amazilda
    andonir
    angaci
    anirio
    aori
    aribel
    arildo
    ariovaldo
    arlan
    arvelino
    asomir
    bervino
    caludinei
    bibiano
    avarduir
    balduino
    cilney
    cilomar
    cleideomar
    clemilson
    cleobio
    cleusanete
    dejanira
    denerson
    amércio
    ironildo
    carisvaldo
    leyde lauro
    orpidio
    rivanildo
    cleberton
    magnand
    cedenilson
    joberkson
    jerri
    reudson
    thailany
    enax
    jaksciany
    adinacineia
    maturino

... essa relação poderia se estender por páginas sem fim.

Não é a toa que esses indivíduos acabaram desenvolvendo personalidade voltada para a prática de atividades criminosas.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Site Oficial do Pretinho Básico

pretinho basico radio atlantida

Eu devo ser uma pessoa muito amargurada com a vida mesmo, pois sou o único indivíduo que conheço, que não acha graça alguma naquele programa tido como "humorístico" da "rádio" atrantida/RBS S.A., intitulado "Pretinho Básico" (sic).

E o pior, nas poucas vezes em que externei essa minha apatia em relação a esse "programa", a seus apresentadores pseudo-humoristas e a rádio através da qual é transmitido, fui duramente repreendido por meus interlocutores. Segundo meus críticos, o "pretinho", como eles se referem ao programa em comento, "é muito engraçado", e eu é que seria uma pessoas desgostosa com a vida e desprovida de qualquer traço de senso de humor.

Alguns depoimentos de fãs do "Chatinho Pretinho Básico":

- "Aquela turma do barulho do pretinho sempre apronta altas armações!";
- "Esse programa irado se mete em altas confusões agitando todas as minhas tardes, num clima de muita azaração!"
- "Essa turminha apronta as maiores armações que até Deus duvida! E o que vai acontecer é sobrar confusão para todo lado com esses carinhas da pesada!"
¹

Oras, se for pra ler piadas extraídas da internet, sem dar o devido crédito, até eu estou apto a estrelar um programa humorístico. Depois disso, quem sabe, posso até conseguir uma tetinha de roteirista do Zorra Total.

Isso sem contar as músicas bestinhas e risadas forçadas que permeiam a transmissão e competem, cabeça a cabeça, com as piadas surrupiadas da internet no quesito "completa falta de graça alguma" (desculpem o pleonasmo®).

Bem, mas o que mais poderia se esperar de uma rádio como a Atlântida, cuja programação musical diária se resume a pouco mais de 5 músicas.

Sim, a programação musical da rádio Atlântida se resume a umas 5 músicas que se revezam entre si ao longo do dia, todos os dias do ano.

Essa constatação eu pude fazer ao longo dos 4 anos em que trabalhei junto ao Cartório da 6ª Vara Criminal da Comarca de Witmarsum, na condição de Juiz/Promotor/Mestre Capilezeiro Ad-Hoc.
pretinho basico radio atlantida
Quando lá comecei a trabalhar, "a Vara era tocada com muito vigor" pelo Escrivinhão Monk. No entanto, nos idos de 2006, Monk foi aprovado num concurso para desembargador do Tribunal de Justiça de nosso estado, juntamente com aquela conhecida como The Door. Fato que foi muito festejado por Roxo Grande, amigo intimo e confidente da The Door.

A Vara, então, foi assumida por um novo Escrivinhão, que deixou a cargo dos escraviários a seleção musical que preencheria as parede estéreis daquela unidade jurisdicional.

Atitude infeliz do novo cacique, pois na época de Monk, este era famoso por governar com mão de ferro o equipamento de som não fornecido pelo TJSC.

Mas enfim, no início eu até externava meu desprazer em ouvir essa radio, todavia, como sempre, os demais indivíduos que laboravam naquela repartição pública se mostraram irredutíveis em seu intento de ouvir a rádio Atlântida todos os dias, 7 horas por dia.

E o que eu pude constatar durante esses longos dois anos, ouvindo 7 horas de rádio Atlântida por dia, foi que a programação dessa rádio se resume as 5 músicas da moda em determinada semana, ignorando completamente todo o restante do trabalho musical produzido desde a segunda metade do século XX.

Em apertada síntese, pode-se concluir, então, que eu preferiria meter um tiro na cabeça a ter que ouvir mais de 5 segundos da programação da pseudo-rádio Atlântida. E faço essa afirmação amparado na legislação da Etiópia, onde não há legislação, nem sistema judiciário, imperado a auto tutela, de forma que as pessoas podem fazer e dizer o que querem, sem medo de serem processadas.

-

¹ - http://desciclo.pedia.ws/wiki/Narrador_da_Sessão_da_Tarde

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Presos políticos

sala de audiências

O preso, acompanhado por dois agentes penitenciários, foi levado até a sala de audiências de uma comarca no interior do estado. Lá, ele iria ser interrogado pelo juiz da vara criminal.

Ao rapaz era imputada a prática de crimes contra o patrimônio alheio.

- Por que você cometeu esses crimes, meu rapaz?
- Veja bem, "meretrissimo". Eu não tô preso por que eu roubei, mas sim por que eu comi a mulher do vereador X.
- Você tá preso por que comeu a mulher de um vereador?
- É, seu juiz. Eu comi a mulher dele, e como ele é muito influente politicamente, ele mexeu uns pauzinhos pra mim ir pra cadeia.
- O senhor é um preso politico então?
- É, é. Isso mesmo. Sou um preso político.

*risadas do Zorra Total*

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Just another brick in the wall


Na minha rotina diária, muitas vezes almoço ali no Giassi.

Coincidentemente, no horário do rango, o Giassi também é frequentado por uma horda bárbara composta pela mocidade estudantil da ETEVI e do ensino médio do SENAI.

Eu não sei como os adultos viam a gurizada do meu período de ETEVI, mas a impressão que eu tenho ao ver esses moleques, é que todos se vestem da mesma forma, se comportam (inconvenientemente) da mesma fora, não penteiam o cabelo da mesma forma, enfim, são um bando de robozinhos uniformizados, devidamente massificados pela sociedade de consumo capitalista neo-liberal globalizante.

É o que me parece.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

I have a dream

gaspar avenida das comunidades adriano kormann

Se eu viesse a ser eleito para ocupar uma cadeira no legislativo gasparense, eu lutaria por apenas uma coisa: construção de calçadas em nosso município. Notadamente na Avenida das Comunidades, uma das principais vias do centro de Gaspar, e na Rua Adriano Kormann, uma das principais ruas do Bela.

Eu me pergunto quanto se gasta anualmente com pavimentação de ruas em nossa cidade? Algumas centenas de milhares de reais com certeza. As pessoas que possuem veículo automotores agradecem.

Mas quanto dinheiro se gasta com a construção de calçadas? Por certo muito pouco, ou nada.

Não é justo que fudidos como eu, incapazes financeiramente de adquirir um carro, devam chafurdar na lama em dias de chuva. Ali na Adriano Kormann mesmo, defronte à Escola Arnoldo Agenor Zimmermann, é uma lástima em dias chuvosos, nos quais ou você vai pro ponto de ônibus trajando botas de cano alto ou corre o risco de ter que nadar em um mar de lama e se emporcalhar inteiro.

E a Avenida das Comunidades não destoa. Na época que antecedeu o cataclisma climático e eu ainda morava ali mesmo, às margens da avenida mencionada, os dias de chuva também eram dias de tristeza. Não havia escapatória, após o posto do Burguesinho, nenhum dos lados tinha calçada e eu sempre me cagava todo de barro.

É triste, mas eu ainda sonho com o dia em que gasparenses humildes poderão deixar suas residências em dias chuvosos, certos de que encontrarão calçadas amplas, devidamente calçadas e arborizadas durante todo o seu trajeto.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Quesitação no Juri

Em alguma sala de aula não muito distante, um professor professava seu magistério. Enquanto isso, eu estava sentado no banquinho das futilidades, aquele ali no corredor entre os blocos C e B da FURB, fumando um cigarrinho e tomando um cafezinho com meus pares acadêmicos de direito.

Conversávamos animadamente sobre os diferentes posicionamentos dos tribunais brasileiros quanto ao cabimento de Ação Civil Pública para obtenção de próteses de silicone junto ao SUS.

Em dado momento, aquela que responde pela alcunha de Pavarotti, frequentadora assídua do banquinho, relatou-me um fato inusitado:

Contou-me que, na data de ontem, em atendimento a requisito da disciplina "Estágio Forense IV", foi assistir a um juri na Comarca de Blumenau.

Por motivos que ignoro, o réu, provavelmente advindo do interior do Paraná, haja vista seu desprezo pela vida e patrimônio alheio, estava sendo processado por ter decapitado outro cidadão com um facão.

Na fase de oitiva do acusado, o promotor indagou-o:

- Por que na data dos fatos o senhor estava com um facão?
- Eu sempre ando por ai com um.
- Mas por quê?!
- Por causa de uns maconheirinhos que andam lá na minha rua.

*risadas do Zorra Total*