segunda-feira, 23 de março de 2009

Fotos Miami - I

Com o intuito de poupar os poucos leitores deste blog de mais algum texto pseudo-engraçadinho da minha pobre lavra, eis aqui algumas imagens ilustrativas das paradas que escrevi sobre Miami:




Eu já discorri sobre o meu desprezível companheiro de quarto carioca. Pois bem, o cara é um “burguês-sinho” que mora na Barra da Tijuca, mas veja que lastima é a escova de dentes do cidadão. Te digo que a escova é a cara do sujeito. Para minha infelicidade, fui confrontado com essa triste visão, logo no meu primeiro dia.




Foi no Hacienda Motel que eu morei, juntamente com outros 20 brasileiros e 10 peruanos, do dia 16 de dezembro de 2008 ao dia 6 de março de 2009.



A base da minha alimentação era Miojo, Pepsi e o pão que o diabo amassou.



Ao contrário dos jornalecos locais, na edição de domingo do Miami Herald sempre vinha um caderno com dezenas de tirinhas. Bem legal.



Sente só o tamanho do copo grande de refrigerante nos restaurantes de junk food na obesa terra do Tio Sam. Pelos meus cálculos, cabem quase dois litros de refrigerante ali dentro. E era munido de tal copo que eu dava o golpe do refil em Miami. Para os menos eruditos, refil é o seguinte: Na América Obesa, digamos que você vai ao McTrouxas e pede um lanche com um refrigerante grande, como o da foto. De posse de mencionado copo, enquanto você estiver comendo o seu lanche, você pode pedir pro pessoal do balcão re-encher, refill em inglês, o copo quantas vezes você quiser. Sendo que o golpe que eu dava era o seguinte, eu já chegava no McTrouxas com o copo. Então eu só pedia o lanche e ficava enchendo o bagulho na faixa. Maneiro.



Edição, supostamente, histórica do The New York Times adquirida, por salgados $1,50, em 21 de janeiro de 2009, na qual era noticiada a posse de Barack Obama.



Era na My Dream Coin Laundry, mostrada na foto, que eu lavava minhas roupas.



Mesmo eu, um jovem neo-marxista, sou impotente perante os pequenos prazeres do capitalismo moderno.



Kent Security é a empresa para a qual eu trabalhava. Referida empresa alicia jovens do terceiro mundo para explorá-los, como mão de obra barata e desqualificada, na sonhada terra do Tio Sam.



Ao receber meu primeiro pagamento, dirigi-me a loja mostrada na foto e adquiri um veículo tunado, com som, aros maneiros que brilham e GNV.



No Wal-Mart, maior rede de supermercados do planeta terra, eu fazia as compras do mês. Eu ousaria dizer que o Wal-Mart, apesar de ter a venda tudo o que tu possa imaginar, é tão ruim, quanto o "Inimiguzão"¹ costumava ser. No caso, o atendimento é uma bosta. Veja que, a fim de garantir os menores preços, a maior parte dos funcionários do Wal-Mart são latinos que não sabem falar inglês, o que tinha o potencial de causar grandes transtornos, pois não falo espanhol.



Bandeiras "americanas" balangam majestosas na brisa cálida que sopra do atlântico.



Um exemplo da crise que aflige nossos irmãos do norte. Na foto, tirada em uma construção perto de onde eu trabalhava, uma placa informa que "não estamos precisando de trabalhadores".

En preve® continuará

¹ - "Inimiguzão" foi o termo criado pelo pensador gasparense Beto-Dênis (Beto, neste caso, de Betoneira), também conhecido como "Vaca Louca", que teve seu apogeu na segunda metade do século XX, para designar o Amigão. Mencionado mercado, atualmente Zoni Menos, era muito conhecido pela gentileza de seus funcionários no trato com os clientes.

2 comentários:

Anônimo disse...

e quantos litros de coca-cola esses "animaizinhos" costumam tomar para acompanhar um lanche?

José Maya disse...

Neguinho...se lembrar...